BRASIL - Uma eventual aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica contra os Estados Unidos poderá provocar impactos negativos na indústria brasileira de defesa e segurança. A avaliação consta em uma nota técnica elaborada pelo Ministério da Defesa após solicitação do Itamaraty.
O documento aponta riscos como perda de contratos com empresas norte-americanas, aumento dos custos de projetos, redução da competitividade internacional, retração de investimentos dos Estados Unidos e dificuldades no acesso a tecnologias sensíveis.
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“É possível inferir que a aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica trará impactos negativos para a Base Industrial de Defesa e Segurança. O setor poderá sofrer a perda de contratos com empresas norte-americanas e perda na competitividade internacional, pelo fato de ter em seu processo de produção insumos norte-americanos relevantes”, diz um trecho da nota.
O ministério também avalia que poderá haver retração de investimentos norte-americanos, o que exigiria mudanças nas cadeias de suprimento.
Defesa alerta para dependência de insumos dos EUA
Uma das principais preocupações apontadas no documento é a dependência da indústria brasileira de componentes e insumos produzidos nos Estados Unidos.
Segundo a nota técnica, a adoção de tarifas retaliatórias pelo Brasil poderia elevar os custos desses materiais e afetar projetos das Forças Armadas.
