A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência tem comemorado nos bastidores uma mudança na relação com integrantes do mercado financeiro. Pessoas próximas do senador afirmam que passaram ser procurados por nomes da Faria Lima, movimento interpretado internamente como um sinal de redução da resistência ao candidato.
A coluna apurou que, quando está em São Paulo, a equipe de Flávio tem dividido as tarefas para garantir presença em encontros e jantares com representantes do setor. O senador Rogério Marinho (PL), que coordena a campanha, por exemplo, é um dos nomes que tem sido escalados para participar dessas conversas e representar o candidato em algumas agendas.
Na semana passada, o próprio Flávio foi recebido no Bradesco. Também participou de um jantar na casa de Marcelo Kayath, ex-presidente do Credit Suisse no Brasil, ao lado de pelo menos outros dez representantes do mercado financeiro.
Entre integrantes da Faria Lima, a avaliação é de que a primeira barreira em relação ao senador foi superada. Flávio passou a ser considerado de maneira mais forte uma alternativa ao presidente Lula (PT), ainda que alguns não o vejam como o candidato ideal para a disputa.
A aproximação ocorre em um momento em que a campanha também tem comemorado os resultados de levantamentos internos e das pesquisas eleitorais.
