Se fosse possível voltar 165 milhões de anos no tempo e caminhar por uma floresta do período Jurássico, o cenário provavelmente seria bem diferente daquele retratado em filmes como Jurassic Park. E não apenas pelos dinossauros. Parte dos sons que existiam naquele ambiente estaria acima do limite da audição humana!
É o que sugere um estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). Pesquisadores analisaram fósseis de 20 asas de nove espécies de insetos que viviam no que hoje é a Mongólia Interior, na China, e reconstruíram as frequências dos sons que eles provavelmente produziam.
Para chegar aos resultados, a equipe comparou as asas fossilizadas com as de insetos atuais e utilizou medições feitas com laser e modelos computacionais para estimar como as estruturas vibravam.
Como era possível produzir som há 165 milhões de anos?
As asas desses insetos tinham estruturas especializadas para a produção de sons. Em espécies atuais, elas funcionam de maneira semelhante a um instrumento: uma estrutura de uma asa se movimenta contra outra, gerando vibrações que produzem o chamado.
Para descobrir como esses sons poderiam ser no passado, os pesquisadores compararam as estruturas fossilizadas com as de insetos modernos e utilizaram técnicas como vibrometria a laser e simulações computacionais. Dessa forma, conseguiram estimar as frequências produzidas pelas asas.
