O presidente do Conselho de Estabilidade Financeira, Andrew Bailey, afirmou nesta segunda-feira (31) que o impacto da inteligência artificial no risco cibernético é a preocupação mais imediata para o sistema financeiro global. Para ele, a tecnologia pode mudar a velocidade, a escala e a economia de um ataque.
O FSB (na sigla em inglês) é um órgão de fiscalização global que busca identificar e gerenciar riscos nos sistemas financeiros.
Em uma carta enviada aos ministros das finanças e governadores dos bancos centrais do G20 antes das reuniões desta semana, Bailey, que também atua como governador do Banco da Inglaterra, afirmou que muitos países não possuem sistemas implementados para gerenciar a implantação de modelos avançados de inteligência artificial.
A dependência do setor financeiro em relação a um pequeno grupo de fornecedores de tecnologia poderosos pode minar a confiança sistêmica do mercado, acrescentou ele.
Os comentários destacaram as preocupações dos reguladores de que a IA avançada poderia acelerar a descoberta de vulnerabilidades cibernéticas. Isso forçaria a aplicação de correções mais rápidas, potencializando desafios operacionais e de resiliência caso os processos de teste e recuperação não consigam se adaptar com segurança.
Os comentários de Bailey vêm na sequência da implementação controlada do modelo Mythos, da Anthropic, pela administração dos Estados Unidos.
