O número de mortos pelas enchentes catastróficas na fronteira entre Nepal e China chegou a 955 nesta 2ª feira (31.ago.2026), segundo autoridades dos 2 países. Outras 4.471 pessoas permanecem desaparecidas, e equipes de resgate trabalham em ritmo de emergência para localizar trabalhadores que podem estar presos vivos nos túneis de usinas hidrelétricas na região.
As inundações começaram no dia 26 de agosto, com uma enxurrada de água, lama e detritos desencadeada por uma avalanche e um deslizamento de terra. A tragédia atingiu especialmente a área remota de montanha que conecta os 2 países, deixando comunidades inteiras isoladas e uma extensa rede de infraestrutura destruída.
Buscas nos túneis hidrelétricos
Os pontos mais urgentes das operações de resgate são os túneis das usinas hidrelétricas que margeiam o rio Trishuli, no norte do Nepal. Ao todo, 933 trabalhadores estão desaparecidos nos diversos projetos da região. Não está claro quantos deles estavam dentro das estruturas subterrâneas quando as águas chegaram, nem quantos ainda podem estar vivos.
Uma equipe de engenheiros liderada pelo Exército do Nepal vasculhou o Projeto Hidrelétrico de Rasuwagadhi, próximo ao rio Bhote Koshi. O grupo chegou à seção mais interna do túnel e lançou um drone no interior. O escritório do primeiro-ministro informou, nesta 2ª feira (31.ago.2026), que não foram encontrados sinais de presença humana.
Especialistas estrangeiros se juntaram às equipes locais para ampliar as buscas.
