O diretor Rajendra Dawadi estava em sua escola em Bidur, no Nepal, na última quarta-feira (26), quando seu contador entrou gritando: “A enchente está chegando, a enchente está chegando!”, dando um alerta antecipado que ajudou a salvar a vida de 900 alunos e 16 professores.
Enquanto os professores da Escola Secundária Tribhuvan Trishuli começavam a receber ligações em pânico de parentes e amigos, uma onda estrondosa de água barrenta já avançava pelo vale rio acima, arrasando cidades inteiras.
O contador havia recebido uma ligação de um parente do distrito de Rasuwa, que foi a primeira área atingida, dando apenas 14 minutos para a retirada, uma decisão que salvou a vida dos alunos e professores, um raro raio de esperança em um desastre natural que já matou mais de 900 pessoas, com milhares de desaparecidos.
Reconstruída após o devastador terremoto de 2015 no Nepal, que matou cerca de nove mil pessoas, a escola ficava em uma espécie de península, espremida entre o rio Trishuli e um canal hidrelétrico.
“Dissemos imediatamente: ‘Interrompam a aula, toquem o sino’”, contou Dawadi à agência de notícias Reuters em uma entrevista.
A escola não existe mais e seu antigo local fica dentro do rio.
Fuga em pânico
Mais de 900 dos cerca de 1.600 alunos da escola estavam no campus no momento do primeiro alerta.
Dawadi relatou que instruiu os ônibus que se dirigiam à escola com mais alunos a seguirem para um local mais seguro e rapidamente começou a esvaziar as instalações.
