A dívida bruta do setor público do Brasil permanece em trajetória ascendente sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 31, pelo Banco Central (BC), o indicador chegou a R$ 10,9 trilhões em julho deste ano, o equivalente a 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
A Dívida Bruta do Governo Geral é o valor total de todas as contas que o governo precisa pagar. O índice soma as dívidas do governo federal, dos Estados e dos municípios com bancos, pessoas físicas e outros países, sem descontar o que a União tem guardado em dinheiro ou reservas.
Trata-se, em linhas gerais, de uma espécie de termômetro sobre a solvência do país, ou seja, sobre sua capacidade de honrar os compromissos financeiros. Quanto mais alto o índice, maior o risco de um eventual calote em uma conjuntura mais desfavorável no futuro.
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Dívida disparou quase 11 pontos no governo Lula
Os dados do BC mostram que a dívida pública brasileira vem escalando desde o início do terceiro mandato de Lula na Presidência da República, em janeiro de 2023.
Ao final do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em dezembro de 2022, a dívida bruta correspondia a 71,7% do PIB. Ou seja, o avanço foi de 10,8 pontos porcentuais no período.
De acordo com o BC, também é o maior patamar da dívida pública do Brasil em relação ao PIB desde abril de 2021, no auge da pandemia de covid-19.
