A Justiça brasileira recebeu 1,2 milhão novos processos para cobrança de dívidas privadas em 2025. O número é o maior da série analisada e representa alta de cerca de 60% em relação a 2020, quando foram registradas 772,6 mil ações.
O levantamento é do portal g1, com dados do Painel de Estatísticas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A análise considera processos de execução de títulos extrajudiciais não fiscais, categoria que registra crescimento anual desde 2020.
+ Leia mais notícias de Economia em Oeste
Em 2021, foram 838,7 mil novos processos. O número passou para 994 mil em 2022 e superou 1 milhão em 2023, com 1,1 mil ações. Em 2024, foram 1,1 mil, antes do recorde de 2025.
Endividamento mantém pressão sobre famílias
Credores recorrem a esse tipo de processo quando possuem documentos que comprovam a dívida. Entre os casos estão empréstimos, financiamentos, aluguéis, cheques e duplicatas.
Os dados incluem pessoas físicas e empresas, mas excluem execuções fiscais. Entre janeiro e março de 2026, foram abertas 295.541 novas ações. O volume permaneceu elevado. No entanto, a comparação com os meses seguintes não ocorreu porque o painel do CNJ mudou a apresentação da categoria em junho.
Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio (CNC), 80,4% das famílias brasileiras tinham dívidas em março de 2026. No mesmo mês de 2025, o índice era de 77,1%.
