A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) lançou no último sábado, 29, uma campanha contra a votação, antes das eleições, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que termina com a escala de trabalho no formato 6x1.
O texto determina que a jornada de trabalho de 44 horas semanais caia para 42 horas a partir de 60 dias depois da promulgação. Em 12 meses, a carga recuaria para 40 horas semanais.
O projeto reduz a jornada para cinco dias de trabalho e dois de folga, sendo um deles preferencialmente aos domingos. A PEC pode ser votada na próxima quarta-feira, 2, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
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O que diz a CNC
Em um vídeo divulgado no lançamento da campanha, a CNC afirma que não se opõe a eventuais mudanças na jornada de trabalho, mas defende uma discussão mais ampla e profunda sobre o tema, sem açodamento. Segundo a entidade, o assunto deve ser discutido apenas depois das eleições de outubro.
“A conta já está alta demais. Mudança das regras do trabalho às vésperas da eleição? Agora, não”, diz o vídeo da confederação de comércio, que lançou a campanha em conjunto com mais de 30 federações e sindicatos filiados.
Em nota, a CNC diz ainda que "a economia brasileira já enfrenta condicionantes severos" e pede um debate mais abrangente que envolva todo o setor produtivo.
