Com o período de entressafra, os preços do arroz ao produtor avançaram 22% no Rio Grande do Sul entre 1º de julho e 13 de agosto, segundo acompanhando do mercado. A saca de 50 quilos passou de R$ 60,33 para R$ 73,60 para ao produtor. O estado é responsável por 70% da produção nacional.
Para o consumidor, o repasse costuma ocorrer com defasagem, à medida que a indústria e varejo renovam seus estoques, de forma que pode levar até dois meses para o ajuste chegar às gôndolas.
Segundo análise da Consultoria Agro do Itaú BBA, o mercado também começa a incorporar as perspectivas para a safra 2026/27, que apontam para uma nova redução da produção brasileira e menor oferta regional no Mercosul.
“Diante desse cenário, compradores passaram a atuar de forma mais ativa, contribuindo para a recuperação das cotações”, diz o banco.
As exportações também têm ajudado a reduzir os excedentes no mercado doméstico. Embora os embarques tenham recuado em julho, o volume acumulado desde janeiro chegou a 1,2 milhão de toneladas, alta de 25% em relação ao mesmo período do ano passado. A valorização do dólar, por sua vez, aumentou a competitividade do arroz brasileiro no mercado internacional e deu suporte adicional aos preços internos.
Segundo o banco, outro fator que passou a influenciar as expectativas do mercado é o El Niño, que elevou a percepção de risco sobre a oferta futura e contribuiu para sustentar as cotações.
