Os preços da soja seguem em alta no mercado brasileiro, sustentados pela demanda internacional firme, pelas condições climáticas irregulares no Hemisfério Norte e pelas incertezas relacionadas aos possíveis impactos do El Niño sobre a safra 2026/27.
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Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), divulgada nesta segunda-feira (31), esses fatores têm impulsionado tanto as cotações futuras quanto os preços domésticos da oleaginosa.
No Brasil, a valorização também é reforçada pela postura dos vendedores. Diante do cenário externo e das expectativas para a próxima temporada, parte dos agentes está retraída e prefere adiar novas negociações à espera de preços mais elevados.
Vendedores seguram soja
De acordo com pesquisadores do Cepea, produtores que precisam negociar soja no mercado spot têm aceitado prazos mais longos para receber pelo produto, desde que as operações sejam fechadas a valores maiores.
A menor disposição para venda contribui para limitar a oferta disponível no mercado e reforçar o movimento de alta das cotações domésticas.
Preço nos portos atinge maior patamar em três anos
No mercado externo, além da valorização das cotações, os prêmios de exportação da soja brasileira permanecem firmes.
