O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que as recentes oscilações do iene estão “bem contidas”, sinalizando que a queda da moeda japonesa não configura o tipo de movimento desordenado que motivou a rara intervenção conjunta entre EUA e Japão em julho.
A declaração foi dada em entrevista à Reuters no domingo (30.ago.2026), véspera do encontro de 2 dias entre ministros de finanças e presidentes de bancos centrais do G20 em Asheville, na Carolina do Norte.
A Reuters reportou que o iene chegou a cair abaixo do nível de 160 unidades por dólar na 6ª feira anterior (29.ago.2026), patamar amplamente considerado como gatilho para uma nova intervenção. Bessent, que participou da cúpula do G20 em Asheville, disse esperar que o presidente do BOJ (Banco do Japão), Kazuo Ueda, “faça a coisa certa” na política monetária, com o apoio da primeira-ministra Sanae Takaichi (Partido Liberal Democrata, direita).
Fim do Abenomics e virada para a “Takaichi-nomics”
Questionado sobre se o BOJ deveria elevar juros de forma mais agressiva para conter a desvalorização do iene, Bessent foi cauteloso. “Não vou dizer a eles o que fazer”, declarou. “Vou dizer que acho que provavelmente chegamos ao fim do Abenomics, que foi um programa de reflação.”
O Abenomics foi lançado em 2013 pelo então primeiro-ministro Shinzo Abe com o objetivo de tirar o Japão de um longo período de deflação.
