Dois ingredientes brasileiríssimos tem exercido movimentos opostos sobre o orçamento do consumidor e na dinâmica de comercialização.
Levantamento feito pela Abras (associação Brasileira dos Supermercados) mostra que a farinha de trigo ficou 0,54% mais cara em julho, influenciando o preço da cesta básica.
De acordo com o monitoramento feito no campo pelo Cepea (Centro de Estudos em Economia Aplicada) esse movimento de alta no preço da farinha, e da mandioca (também conhecida como aipim ou macaxeira) pode estar apenas começando. É que a raiz tende a ficar mais valorizada por causa da demanda das festas de fim de ano.
A oferta de mandioca nas regiões monitoradas pelo Cepea permanece abaixo das necessidades do setor. De acordo com os pesquisadores produtores têm demonstrado pouco interesse em comercializar lavouras de primeiro ciclo, apostando em novas altas. E por isso restringem o volume de entregas.
Do lado comprador, a indústria opera com firmeza diante da necessidade de recompor os estoques para atender o aumento do consumo esperado para o fim do ano.
Feijão em alta
Enquanto o mercado de mandioca mantem a trajetória de alta devido ao descompasso de oferta e demanda, o mercado de feijão busca a estabilização.
O feijão-carioca quase dobrou de valor em 2026, depois de meses consecutivos de alta. Agora, dados do Cepea mostram que o avanço da colheita da terceira safra elevou a oferta do grão no mercado pressionando as cotações pelo terceiro mês seguido.
