Uma análise da empresa de cibersegurança Socket identificou 19 extensões para os navegadores Google Chrome e Microsoft Edge configuradas para roubar credenciais e esvaziar carteiras de criptomoedas. Embora o Google tenha removido os complementos reportados da loja oficial, uma das versões adulteradas segue disponível na plataforma da Microsoft.
Segundo relatório técnico divulgado na quinta-feira (27), o esquema funciona em duas etapas para driblar os filtros de segurança. Os criminosos publicam ferramentas legítimas ou compram extensões populares com boa reputação. Após acumular a base de usuários, os invasores distribuem uma atualização automática que insere os recursos espiões nos navegadores.
“O maior risco para os usuários finais é a técnica operacional na qual o autor da ameaça adquire com sucesso extensões legítimas e lança novas versões capacitadas com funcionalidades maliciosas”, avaliou o pesquisador de segurança da Socket, Karlo Zanki.
A atualização padrão dos navegadores faz o download da versão adulterada sem que o usuário perceba a troca de dono da ferramenta, acrescenta o analista.
Alcance e métodos de ataque
Ao todo, o grupo criou 14 extensões e comprou outras cinco de desenvolvedores originais. O caso de maior alcance envolve o complemento “Enable Right Click & Copy, Smart Unlock + OCR”, que somava mais de 80 mil instalações somando Chrome e Edge.
