Era primavera de 2025, e a caça havia começado.
Autoridades americanas perto de uma instalação militar sensível de testes de mísseis no Novo México avistaram um drone do tipo quadricóptero voando de uma maneira que sugeria que ele estava realizando reconhecimento no espaço aéreo restrito ao redor da área de testes.
Não era a primeira vez. Apenas alguns meses antes, no outono de 2024, um drone semelhante havia sido visto voando em um padrão parecido sobre a mesma base, levando agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP) a uma perseguição de cerca de 56 quilômetros, segundo quatro autoridades americanas atuais e antigas.
Usando helicópteros e drones e fazendo “imagens absolutamente lindas”, segundo um ex-funcionário americano, os agentes de fronteira seguiram o drone até ele entrar no espaço aéreo mexicano, onde tiveram de retornar. Eles nunca descobriram quem operava o drone ou por quê.
Desta vez, porém, as autoridades prepararam uma armadilha.
Durante cerca de cinco dias, em meio a tempestades de poeira e mau tempo, o drone entrou e saiu do espaço aéreo da White Sands Missile Range. Uma força-tarefa formada por funcionários de diversas agências, o Exército, o FBI, o Departamento de Segurança Interna e até o pequeno escritório do Pentágono responsável por rastrear objetos voadores não identificados, estudou os padrões de movimento do drone, coletou informações sobre ele e tentou descobrir quem o operava e por quê.
