Em março deste ano, a coluna Radar, de Robson Bonin, na revista Veja, publicou um bastidor importante: um emissário de Roberta teria levado a auxiliares de Lula o recado de que ela exigia proteção e avisava que não “cairia sozinha”, se fosse abandonada.
Na sabatina do Jornal Nacional, na última quinta-feira (27), Lula fez exatamente o que o aviso recomendava que não fizesse e negou conhecer Roberta três vezes.
No dia seguinte, a imprensa em peso expôs diversas fotografias em que ela aparecia ao lado de Lula, além de lembrar que ela participou de jantares com o presidente, foi candidata pelo PT e até mesmo tentou doar dinheiro a Lula, em 2017.
Lula reservou tratamento amigável a todos os personagens do escândalo. Manifestou confiança na inocência de Lulinha e de Marcola, seu ex-chefe de gabinete. No entanto, a sócia de seu filho recebeu como recompensa ser chamada de pilantra, ao vivo, na Globo.
Segundo relatos publicados depois da entrevista, ela teria ficado possessa e aliados do presidente correram para tentar evitar que concedesse entrevistas. Roberta teria muito a dizer. Até mesmo sobre Lula.
Em um dos episódios relatados nas investigações, Roberta afirmou que Lulinha conseguira uma reunião do governador do Maranhão no Planalto. Um mês depois, Lula despejou R$ 59 bilhões em investimentos no Estado. Alguém, além do estado do Maranhão, teria ganhado com isso?
Essas são perguntas potencialmente comprometedoras que Roberta poderia esclarecer.
