Comece pelo básico: o que é aquecimento global
Imagine um carro estacionado no sol com os vidros fechados. A luz entra, vira calor e não consegue sair. Dentro, o ar fica insuportável. A Terra funciona de um jeito parecido, e isso é uma boa notícia.
Alguns gases na atmosfera, como o gás carbônico (CO₂) e o metano, seguram parte do calor que o planeta recebe do Sol e devolve ao espaço. É o efeito estufa. Sem ele, a temperatura média da Terra seria de cerca de -18 °C, e a vida como conhecemos não existiria.
O problema não é o efeito estufa. É o excesso. Desde a Revolução Industrial, queimamos carvão, petróleo e gás em quantidade enorme. Isso jogou muito mais CO₂ no ar. Os vidros do carro ficaram mais grossos. O calor sai com mais dificuldade. O resultado é o aquecimento global: a temperatura média do planeta subiu cerca de 1,2 °C desde o período pré-industrial.
“Só um grau? Qual é o problema?”
Essa é a dúvida mais comum, e é justa. Um grau a mais num dia de sol não muda nada. Mas aqui não falamos de um dia. Falamos da média do planeta inteiro, o ano todo, incluindo oceanos e regiões polares.
Uma comparação ajuda: o corpo humano funciona a 36,5 °C. Com 38 °C, você está de cama. São menos de dois graus. A diferença entre o clima atual e a última era glacial, quando boa parte do hemisfério norte estava sob gelo, foi de cerca de 5 °C de diferença na média global.
Ou seja: pequenas mudanças na média movem o sistema inteiro.
