O candidato à Presidência do PSD, Ronaldo Caiado, defendeu classificar as facções criminosas que atuam no Brasil como grupos de terrorismo doméstico. Segundo ele, a medida faria parte de uma série de ações para ampliar o combate ao crime organizado no país.
Durante sabatina à Jovem Pan, no Jornal da Manhã, nesta segunda-feira (31), Caiado afirmou que a classificação permitiria, na avaliação dele, ampliar a atuação das forças de segurança contra grupos envolvidos com o narcotráfico sem a necessidade de recorrer a operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).
“O primeiro que eu disse é a caracterização de todas as facções como terrorismo doméstico. Primeiro, para que a gente possa usar todas as forças sem ter que acionar a GLO nem nada”, afirmou. “Todas as forças de segurança estão habilitadas para fazer o combate ao narcotráfico”, acrescentou.
Atualmente, a Lei Antiterrorismo brasileira define terrorismo a partir da prática de determinados atos por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, quando praticados com a finalidade de provocar terror social ou generalizado. A legislação também estabelece punição para quem promove, constitui, integra ou presta auxílio a organização terrorista.
Segurança máxima
Caiado também propôs a criação de uma rede de 40 presídios de segurança máxima no país. O candidato argumentou que organizações criminosas conseguem manter suas atividades a partir do interior de unidades prisionais.
