Resumo
Agentes de programação instalaram códigos perigosos por não conseguirem diferenciar textos descritivos de ordens diretas de execução.
A brecha explora o formato llms.txt (um guia de leitura para robôs); as IAs processam instruções desatualizadas e baixam pacotes sem checar a integridade.
Firewalls e antivírus corporativos não bloqueiam a prática e enxergam a atividade como legítima e autorizada pela empresa.
A falha foi descoberta por uma startup israelense após o mapeamento de 6 mil domínios.
Agentes de inteligência artificial criados para auxiliar na programação, incluindo o Claude (da Anthropic), o Codex (da OpenAI) e o Hermes (da Nous Research), podem instalar códigos potencialmente perigosos dentro das redes de grandes companhias. O problema de segurança foi descoberto por uma startup israelense.
O incidente acontece porque as IAs leem instruções na internet e executam comandos que apontam para softwares abandonados. Esse comportamento permite que hackers registrem pacotes falsos e assumam o controle desses “atalhos”, abrindo as portas para invadir infraestruturas corporativas.
Detalhada em uma reportagem do site ArsTechnica, a falha tem origem em arquivos chamados llms.txt e llms-full.txt. Na prática, eles resumem o conteúdo de um site para que robôs e assistentes virtuais possam ler e entender tudo rapidamente. O perigo é que algumas páginas incluem instruções desatualizadas ou incorretas.
