Um estudo da Transparência Internacional Brasil mostra que as emendas parlamentares receberam tratamento genérico dos candidatos à Presidência, segundo os planos de governo apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral. As informações são do g1.
Nos últimos anos, as emendas parlamentares passaram a ser alvo de investigações da Polícia Federal, do Ministério Público e do Tribunal de Contas da União, que apuram suspeitas de desvio de recursos, corrupção, lavagem de dinheiro e falta de transparência na aplicação das verbas.
Apesar disso, segundo a ONG, os principais candidatos na corrida presidencial avançaram pouco nas propostas para o modelo de distribuição orçamentária durante eventuais mandatos.
O gerente do Núcleo de Incidência e Litigância Estratégica da Transparência Internacional Brasil, Guilherme France, disse que “nenhum candidato propõe um reequilíbrio dos poderes e responsabilidades. Se os parlamentares vão controlar recursos do Orçamento e indicar diretamente os beneficiários dessas verbas, eles precisam ser responsabilizados em caso de desvios”.
A ONG indica no estudo que nenhum dos candidatos analisados se compromete a acabar com as emendas parlamentares. Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Renan Santos (Missão) não abordaram a transparência e a rastreabilidade dos recursos.
