A Justiça brasileira recebeu 1.239.537 novos processos para a cobrança de dívidas privadas em 2025, o maior número da série analisada. O total representa uma alta de cerca de 60% em relação a 2020, quando foram registradas 772.645 ações.
O levantamento, feito pelo g1 a partir do Painel de Estatísticas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), considera processos classificados como execução de títulos extrajudiciais não fiscais. O número cresceu em todos os anos desde 2020.
Foram 838.701 novos processos em 2021 e 994.098 em 2022. O volume superou 1 milhão pela 1ª vez em 2023, com 1.131.730 ações, e avançou para 1.194.184 em 2024 antes de chegar ao recorde de 2025.
Esse tipo de processo é usado quando o credor já tem um documento que comprova a existência da dívida. A categoria inclui, por exemplo, cobranças relacionadas a contratos de empréstimo, financiamentos de veículos e imóveis, aluguéis, cheques e duplicatas.
Os dados abrangem tanto pessoas físicas quanto empresas. Ficam de fora as execuções fiscais, usadas para cobrar tributos e outras dívidas com o poder público.
Os números disponíveis de 2026 indicam a manutenção de um volume elevado. De janeiro a março, foram abertas 295.541 novas ações. A comparação não foi estendida aos meses seguintes porque o painel do CNJ mudou, em junho, a forma de apresentar a categoria e deixou de separar as execuções não fiscais da mesma maneira usada na série de 2020 a 2025.
