O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), desenhou para o início desta semana uma agenda que combina dois movimentos: a aproximação com o agronegócio, um dos setores mais identificados com o bolsonarismo, e a atuação institucional no Senado, nesses dias decisivos para o avanço ou não da proposta do fim da escala trabalhista 6×1.
Nesta segunda-feira (31), o candidato estará em Campo Novo do Parecis, no Mato Grosso, para gravar material de campanha. O roteiro inclui encontros com produtores, famílias e lideranças indígenas Haliti-Paresi.
A agenda busca explorar uma narrativa cara ao campo da direita: a defesa da produção e da exploração econômica da terra por indígenas.
Na terça (1º), o candidato volta o foco temporariamente ao papel de parlamentar. Flávio estará em Brasília para o esforço concentrado de votações do Senado e, às 11h, participa da reunião da Comissão de Segurança Pública, que preside. O colegiado pode votar um projeto que permite o porte de arma de fogo para mulheres com medida protetiva de urgência, por exemplo.
O destaque da semana, porém, é a proposta da redução da jornada de trabalho e do fim da escala trabalhista 6×1.
A oposição atua para que o texto defendido pelo governo não avance no Senado, onde precisa ser votado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e no plenário, por enxergar a medida como eleitoreira para beneficiar o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.
