Bandeiras da Islândia na capital do país, Reykjavik
Leonhard Foeger/Reuters
O ceticismo prevaleceu e fez com que os islandeses preferissem manter-se de fora da União Europeia a retomarem o processo de adesão ao bloco, abandonado em 2015 por um conflito sobre os direitos da pesca. O temor de que a entrada na UE poderia acarretar a perda de controle sobre as cotas de pesca ou a abertura das águas do país a empresas estrangeiras falou mais alto do que as expectativas de redução do custo de vida, estabilidade e segurança como futuro membro do bloco europeu.
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A soberania pelos recursos naturais e a identidade nacional mobilizaram os eleitores do “Não”, que venceram o referendo de sábado por 52,8% e não quiseram ver o setor pesqueiro de seu país subordinado à política comum da União Europeia. Os partidários do “Sim”, que votaram pela reabertura das negociações com a UE, obtiveram 47,2%.
Para a UE, que tenta alargar suas fronteiras, o resultado do referendo na Islândia foi um golpe, ao ver frustrada a oportunidade de expandir-se para o Ártico, cada vez mais disputado entre EUA, Rússia e China. Mas os eurocéticos, em geral capitaneados pela extrema direita europeia, comemoraram a rejeição dos islandeses.
A votação da Islândia, como descreveu a francesa Marine Le Pen no X, mostra que outra Europa é possível, “a de nações livres e soberanas que cooperam voluntariamente em questões de interesse comum”.
Por que os islandeses rejeitaram a adesão à União Europeia?
