A criação de um mercado aéreo comum na América do Sul, com entrada de novas companhias aéreas no Brasil, abre caminho para a expansão da Dufry em aeroportos brasileiros e do continente, afirma, CEO do Grupo Avolta, que controla as lojas duty free no país.
Em entrevista ao Poder360, o executivo diz ver espaço para levar o negócio a novos aeroportos dentro e fora do Brasil, já que o aumento do fluxo de passageiros que pode ser destravado com medida viabilizaria a instalação de lojas em locais em que atualmente ainda não há movimento que justifique uma operação.
“Na hora que você aumenta o fluxo, você começa a habilitar aeroportos que são menores, que hoje têm um fluxo muito pequeno, onde você não consegue operar por não ter uma escala mínima. Se o fluxo começa a acontecer, você começa a ter capacidade de operar”, afirma Fagundes, que está à frente da operação da Dufry no Brasil, presente em 12 aeroportos internacionais do país.
Liderada pelo Ministério de Portos e Aeroportos brasileiro, a proposta de um “céu único” na América do Sul avançou em julho com a assinatura do Acordo de Liberalização Aérea Sul-Americana, memorando de entendimento entre Brasil, Argentina, Chile e Paraguai para criar um grupo de trabalho que estudará como padronizar regras entre os países.
