Mesmo fora do governo maranhense desde 2 de abril de 2022, Flávio Dino segue como agente responsável por movimentações na política local. Graças a uma decisão monocrática dele no Supremo Tribunal Federal (STF), um antigo aliado assumiu a presidência do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA).
Em 17 de agosto, Dino determinou, na canetada, o afastamento por 180 dias de Daniel Itapary Brandão do cargo de presidente do TCE-MA e, consequentemente, das atribuições de conselheiro do órgão. Sobrinho do atual governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), ele chegou à Corte de Contas por indicação dos deputados estaduais.
Daniel, de acordo com o parecer do ministro do STF, é suspeito de obstrução de Justiça nas investigações sobre o assassinato de um empresário em São Luís. O crime em questão ocorreu em agosto de 2022.
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A partir da decisão monocrática de Dino que resultou no afastamento de Daniel, Marcelo Tavares da Silva passou a responder a presidência do TCE-MA. Também formalmente indicado pelo Legislativo estadual, ele é aliado de longa data do hoje ministro do Supremo.
Eleito deputado estadual em quatro ocasiões, Tavares da Silva serviu como secretário-chefe da Casa Civil do governo do Maranhão de 1º de janeiro de 2015 a 27 de agosto de 2021. Dino era o governador no período. Três dias depois de deixar o Executivo, teve o nome aprovado para integrar o quadro de conselheiros do TCE-MA.
