O Dr. Roberto Kalil recebeu no CNN Sinais Vitais do último sábado (28) a neuropsicóloga Maria Alice Fontes e o chefe do Ambulatório de Ansiedade do Hospital das Clínicas da USP, Márcio Bernik. O assunto debatido por eles foi a ansiedade.
Fontes orientou que, no momento inicial de uma crise, sem o uso de medicação, a primeira atitude é buscar compreender o que está acontecendo com o próprio corpo.
Segundo ela, a pessoa precisa reconhecer que está em estado de alerta, mas que isso não representa necessariamente uma ameaça real. “Ela precisa fazer uma dissociação entre o que o corpo dela está dizendo e o que a razão dela pode estar querendo mostrar.”
Para a neuropsicóloga, a primeira resposta imediata é tentar se acalmar e respirar profundamente. Ela alertou para o comportamento de pessoas que, ao sentirem pânico, correm imediatamente para o pronto-socorro.
Fontes explicou que esse hábito pode criar um mecanismo de evitação prejudicial. “A gente tem que fazer com que a pessoa consiga aguentar um pouco esse estado de ansiedade”, afirmou a neuropsicóloga.
Ecoansiedade e risco cardiovascular
A neuropsicóloga também abordou uma questão relevante na atualidade, chamada de “ecoansiedade“: “Eu tenho visto muitos jovens preocupados com o clima, com o que pode acontecer, se vai ter aquecimento global ou um risco de tsunami.”
Dr. Kalil apontou para os riscos cardiovasculares de um quadro de ansiedade. Segundo ele, este é um fator de risco para o aparelho cardiovascular.
