Rússia e Israel espalharam e amplificaram desinformação relacionada à entrada em massa de migrantes no enclave espanhol de Ceuta, no norte da África, no mês passado, afirmou o primeiro-ministro Pedro Sánchez nesta segunda-feira (31), citando uma pesquisa do Serviço Europeu de Ação Externa (EEAS), braço diplomático da União Europeia.
Sánchez afirmou que era “evidente” que os dois países haviam usado a crise para criticar o governo espanhol, já que estavam em desacordo com Madri sobre sua posição em relação às guerras na Ucrânia e no Oriente Médio.
O primeiro-ministro também anunciou que a Espanha destinará mais 168 milhões de euros, o equivalente a cerca de US$ 195 milhões, para reativar a economia de Ceuta, afetada pela entrada em massa de mais de 72 mil migrantes no fim do mês passado.
Segundo Sánchez, o valor corresponde a cerca de 8% do Produto Interno Bruto (PIB) de Ceuta. Ele deu a declaração em entrevista à rádio Cadena SER.
Auxílio da Europa
A Espanha solicitou, na sexta-feira (28), o auxílio da Agência Europeia de Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex) para registrar e identificar migrantes no enclave norte-africano de Ceuta, quase um mês depois que dezenas de milhares atravessaram a fronteira vindo do Marrocos.
