Na 6ª feira (28.ago.2026), só 1 dia depois de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sentar-se diante de Renata Vasconcellos e César Tralli e se apresentar como o único candidato ao Planalto defensor dos pobres contra a tesoura dos adversários, o Diário Oficial da União publicou a sanção do presidente, sem vetos, da lei complementar 235. Leia a íntegra no DOU (PDF - 733 KB). A data que consta da lei é a do dia anterior, a própria 5ª feira (27.ago.2026) em que o petista deu entrevista aos apresentadores do “Jornal Nacional”, da TV Globo.
Essa lei complementar 235 foi aprovada na Câmara e no Senado em um único dia: 12 de agosto de 2026. O texto como foi formatado e sancionado por Lula retira pelo menos R$ 7,7 bilhões do Orçamento da União das áreas da saúde e da educação, sendo R$ 4,7 bilhões do piso constitucional da saúde, conforme cálculo em relatório do órgão técnico do Senado, a IFI (Instituição Fiscal Independente), mais até R$ 3 bilhões de uma verba que a legislação mandava ser adicional para as duas áreas e que foi antecipada de 2027 para tapar o buraco deste ano. Na conta de economistas divulgada em texto publicado pelo jornal O Estado de S. Paulo, a perda das duas áreas chega a R$ 16,6 bilhões já no ano que vem, 2027.
Esse dinheiro cortado serve para fechar as contas de 2026, ano em que a dívida federal bateu o recorde de R$ 9,27 trilhões no meio da campanha eleitoral, e para abrir espaço no Orçamento de 2027.
