O mercado físico do boi gordo apresentou cotações de estáveis a mais baixas durante a semana.
De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, a decisão dos Estados Unidos de isentar 300 mil toneladas de carne bovina (cortes do dianteiro para produção de hambúrgueres) das cotas tarifárias, não impactou incisivamente sobre as negociações cotidianas.
O especialista aponta que a euforia ficou restrita ao mercado futuro, que experimentou agressivo movimento de alta no decorrer dos últimos dias. “Para a primeira quinzena de setembro, a medida norte-americana deverá ter impacto limitado, com a indústria ainda calculando a viabilidade da ampliação dos embarques para este mercado”, destaca.
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Segundo ele, o ambiente de negócios no Brasil seguiu pautado por maior conforto das escalas de abate, em especial para os frigoríficos de maior porte, o que contribuiu para a queda de preços em algumas praças.
E em setembro, como será o mercado?
Para setembro, quatro indícios apontam para um mercado pecuário de altas consistentes na arroba do boi gordo, na opinião do coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri:
Os frigoríficos estarão concentrados na compra de bovinos jovens para abate, principalmente na segunda quinzena do mês, já pensando em garantir estoque para atender a cota de 2027 de exportação à China.
