Na primeira metade do século XX, uma região localizada perto dos limites entre Minas Gerais e São Paulo, entre o bioma do Cerrado e a transição com a Mata Atlântica, tornou-se um importante centro de criação, comércio e abate de gado.
Antes da expansão do transporte rodoviário, era nas coordenadas 20°33′ de latitude Sul e 48°34′ de longitude Oeste que enormes boiadas chegavam conduzidas por comitivas de peões, que passavam semanas ou meses nas estradas e ali trocavam mercadorias, mas, acima de tudo, vestimentas, culinária, técnicas de manejo, gostos musicais e, naturalmente, disputas para demonstrar habilidade e coragem na lida com os animais.
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Nesse ambiente, um grupo de jovens fundou o clube “Os Independentes”. Eram jovens solteiros em busca de vida social e, assim, organizaram, entre os dias 25 e 26 de agosto de 1956, a primeira Festa do Peão de Boiadeiro, que tinha como objetivo celebrar a cultura das comitivas e dos peões.
Assim, a “alma” da festa sempre foi: economia da pecuária, cultura dos peões e iniciativa comunitária. Essa essência permanece até hoje. Mesmo depois de décadas de evolução e movimentando milhões de reais, ainda encontramos no Barretão a montaria, a música e a Queima do Alho, além de muita vida social, como idealizado pelos fundadores de “Os Independentes”.
