A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira tarifária amarela para o mês de setembro. A cobrança adicional será de R$ 1,885 a cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos. Este será o quinto mês consecutivo de acréscimo nas contas de luz.
+ Entenda notícias de Economia em Oeste
A Aneel tomou a decisão devido às condições menos favoráveis para gerar energia no país, provocadas pelo período seco. A estiagem reduz o nível dos reservatórios das hidrelétricas, o que exige o acionamento de usinas termelétricas, que registram custo de operação mais elevado.
Bandeira tarifária: como funciona o sistema
Criado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias permite que os consumidores acompanhem, mês a mês, as condições de geração de energia no país. O mecanismo indica os custos adicionais de geração e é dividido em quatro categorias:
Bandeira verde: sem custo extra, indicando condições favoráveis de geração
Bandeira amarela: custo moderado, apontando geração menos favorável
Bandeira vermelha patamar 1: custo alto devido a condições mais caras de geração
Bandeira vermelha patamar 2: custo muito alto, usado em situações críticas que necessitam do maior acionamento de termelétricas
Em casos excepcionais, a Aneel também pode adotar bandeiras extraordinárias, como ocorreu durante a crise hídrica de 2021.
Impacto na conta de luz
A manutenção da bandeira amarela mantém a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh na fatura mensal dos consumidores.
