Um estudo encontrou pegadas na Formação Botucatu, que cobre áreas de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, que comprovam que mamíferos muito grandes andavam entre os dinossauros, há 130 milhões de anos.
De acordo com a pesquisa, as maiores pegadas chegam a 11,4 centímetros de comprimento e 13, 4 cm de largura. Os pesquisadores acreditam que essas marcas podem ser de um animal de, aproximadamente, 1,55 metro de comprimento.
Essa altura é considerada pelos cientistas muito superior ao esperado para os mamíferos que estiveram entre os dinossauros antes da extinção. Pelas particularidades das pegadas, o animal seria, para os pesquisadores, semelhante com um cão de grande porte, com algumas feições de rato.
O principal sinal que comprova a hipótese dos pesquisadores é o formato das marcas de pegada deixadas no solo. Apesar de não ser possível identificar com precisão qual foi a espécie que deixou as pegadas, é analisado que ela se parece com pegadas de mamíferos, só que ampliadas. As pegadas também não se assemelham aos padrões reconhecidos de pegadas de dinossauros ou crocodilos.
Além disso, a distância entre uma marca e outra é de 40 cm. A combinação do tamanho, formato e espaçamento das pegadas ajudou com que os pesquisadores estimassem as dimensões do animal.
