A durabilidade das baterias de carros elétricos sempre foi cercada de especulações. Muitos motoristas acreditam que a autonomia despenca rapidamente, tornando o veículo pouco confiável com o passar dos anos. Mas estudos de empresas especializadas em monitoramento, como Geotab e Recurrent, mostram que a perda anual existe, mas acontece de forma muito mais lenta do que se imaginava.
Essas pesquisas revelam que, ao longo do primeiro ano de uso, a bateria sofre uma redução discreta de capacidade. O impacto é pequeno e não compromete a autonomia de forma significativa, permitindo que os veículos mantenham grande parte da performance original mesmo após vários anos. Esse resultado desmonta o mito da substituição precoce e reforça a confiança na eletrificação.
Além disso, fabricantes oferecem garantias de até oito anos ou 160 mil km, alinhadas com os dados levantados por Geotab e Recurrent, que acompanham milhares de veículos em diferentes condições de uso.
O que acelera ou reduz a perda da bateria?
A durabilidade da bateria de um carro elétrico depende de diverso fatores, que vão desde a temperatura externa do local em que o veículo está até os hábitos do proprietário. A aceleração ou redução da perda pode ser influenciada pelos seguintes motivos:
Clima: temperaturas elevadas aceleram o desgaste químico.
Recargas rápidas: úteis em viagens, mas o uso frequente gera calor e acelera a degradação.
