Duas universidades públicas brasileiras participam de um consórcio internacional que pesquisa novos tratamentos e uma possível cura para a hepatite B. Quem lidera o grupo é a Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.
A iniciativa reúne equipes de pesquisa do Brasil, Índia, Senegal e Uganda. O Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes da Universidade Federal do Espírito Santo (Hucam-Ufes) e a Universidade de São Paulo (USP) representam o Brasil no estudo.
Os pesquisadores vão analisar, em nível celular, o comportamento do vírus em pacientes de diferentes países e as respostas imunológicas dos infectados. O estudo também incluirá pessoas com coinfecção por hepatite B e HIV.
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A criação do consórcio ocorreu em 2023. No Brasil, a pesquisa começou em 2026 e deve durar cerca de cinco anos. A metodologia combina pesquisa científica básica e prática clínica.
Pesquisa vai acompanhar 600 pacientes
A professora do Hucam-Ufes Tânia Reuter afirma que a principal meta é encontrar uma forma de curar a hepatite B. Segundo ela, o objetivo global também é eliminar as hepatites virais como problema de saúde pública até 2030.
O estudo vai acompanhar 600 pacientes com hepatite B ou com coinfecção por hepatite B e HIV. Cada participante será observado por cerca de quatro anos e meio. Serão 150 pacientes de cada país, sendo 75 acompanhados pela equipe de Reuter.
