O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem pressionado pela implementação de sua ordem executiva que restringe os votos por correio antes das eleições de meio de mandato de novembro, mas um juiz federal barrou a medida.
Na última segunda-feira (24), a Suprema Corte dos EUA concedeu-lhe uma vitória ao derrubar essa ordem judicial, mas outros desafios jurídicos permanecem.
O que é a ordem executiva?
Emitida em março, a ordem instruiu o Departamento de Segurança Interna a compilar e transmitir aos estados uma lista de cidadãos americanos elegíveis para votar em cada estado, e o Departamento de Justiça a priorizar a investigação e o possível processamento de autoridades eleitorais estaduais e locais que emitam cédulas para pessoas consideradas “não elegíveis” para votar em eleições federais.
Ela também exigia que o Serviço Postal dos EUA entregasse cédulas apenas aos eleitores constantes na lista aprovada de votação por correio de cada estado.
Como se desenrolaram os desafios jurídicos?
A Califórnia e um grupo de outros 22 estados, bem como Washington, D.C., entraram com ações para impedir a diretriz de Trump, argumentando que ela causaria confusão antes das eleições de meio de mandato e privaria um número substancial de eleitores do direito ao voto.
