A guerra com o Irã chegou à sua fase decisiva: um impasse de alto custo.
Seis meses após forças dos EUA e de Israel atacarem o Irã, matando seu líder supremo e ferindo seu filho e sucessor, o governo iraniano encontra-se sob cerco econômico, mas ainda detém o poder e acredita que o tempo joga a seu favor.
A ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor novas sanções paralisantes ao Irã enfrenta um problema fundamental: Teerã aposta que ele não dará o passo decisivo para romper o impasse, isto é, aplicar de forma agressiva sanções secundárias contra os países que mantêm a economia iraniana ativa, principalmente a China e a Índia.
As medidas mais recentes de Washington, anunciadas na última segunda-feira (24), marcam uma nova fase no conflito iniciado em 28 de fevereiro, deslocando o campo de batalha de mísseis e ataques aéreos para as receitas do petróleo, os bancos e os parceiros comerciais do Irã.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que os Estados Unidos cortarão as linhas vitais financeiras que sustentam a economia iraniana, enquanto um bloqueio naval liderado pelos EUA restringe as exportações de petróleo de Teerã e seu acesso a moedas fortes.
“A administração (Trump) está tateando de forma quase desesperada para tentar encontrar uma saída para isso”, disse Aaron David Miller, ex-diplomata dos EUA e pesquisador sênior do Carnegie Endowment.
