O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu cerca de 20.500 registros de candidaturas para todos os cinco cargos em disputa nas eleições de 2026 (além de vices e suplentes). Esse número representa uma queda expressiva no número de participantes, com 8,7 mil registros a menos do que nas eleições de 2022. Essa diminuição revela barreiras importantes à participação eleitoral diante dos holofotes, mas também esconde uma variedade de perfis que, apesar de manterem o padrão tradicional da maioria dos candidatos, trazem novidades em termos de identidade pessoal e política para a urna eletrônica.
O levantamento das candidaturas de 2026 confirma a presença dominante do perfil tradicional da política brasileira. O candidato típico é homem (65%), branco (48,7%), casado (50%) e com ensino superior completo (58,5%). A grande diferença de escolaridade entre quem governa e quem vota é um dos dados que mais chamam a atenção. Entre os eleitores, apenas 17% passaram por um curso universitário, e um terço destes não conseguiu concluir. Já entre os candidatos, 69% chegaram à universidade e 85% destes têm o ensino superior completo. Os candidatos diplomados chegam a quase 60% do total; os eleitores, menos de 12%.
Em relação à idade, a política de 2026 é formada por pessoas mais maduras. A faixa etária da maioria dos candidatos fica, principalmente, entre 45 e 54 anos.
