Agosto deve encerrar como o mês com a menor participação de investidores estrangeiros na Bolsa brasileira neste ano, com uma soma de fatores que passa pelo temor com as contas públicas até a expectativa de alta dos juros nos EUA.
Dados da B3 contabilizados até a quarta-feira (26) - os mais recentes - mostram que a fatia dos gringos no mercado de ações doméstico foi de 57,7%.
Em julho, a participação encerrou com 59,7% dos negócios registrados.
O dado confirma uma constante de saída do investidor estrangeiro da B3: entre janeiro e maio, a participação do dinheiro internacional nas ações brasileiras oscilava entre 60,2% e 62,2%.
Em volume, o mês caminha para encerrar com um saldo negativo acima de R$ 18,6 bilhões - o pior desempenho em um mês ao menos desde janeiro de 2022.
Apesar do revés no mês, o saldo na parcial do ano ainda é positivo em mais de R$ 22,3 bilhões, segundo os dados da B3.
A saída do dinheiro internacional da Bolsa brasileira contribuiu para os resultados negativos do Ibovespa neste mês.
Até esta sexta-feira (28), o principal índice das ações domésticas registrava perda de 1,31% - o segundo pior desempenho de 2026.
O que afasta o investidor?
A saúde das contas públicas domésticas voltou ao radar dos investidores nas últimas semanas.
O principal temor está no grau do ajuste fiscal já esperado para o próximo ano, e o temor de que o que for entregue não seja o suficiente para conter o crescimento constante da dívida pública brasileira.
