Cerca de um terço dos candidatos ao cargo de governador são “forasteiros”, ou seja, nascidos em estados diferentes de onde disputarão as eleições de outubro.
Segundo levantamento realizado pela CNN, das 196 candidaturas aos governos estaduais, 62 pertencem a forasteiros - 31,6%.
A Unidade da Federação com o maior percentual é o Distrito Federal, com 8 das 11 candidaturas (72,7%) formadas por políticos nascidos em outros estados. Criado em 1960, o DF tem a maior parte dos concorrentes oriundos de estados próximos como Goiás e Minas Gerais.
Apenas Elisson (Agir), Leandro Grass (PT) e Samara Mineiro (UP) nasceram na capital federal.
Na sequência vem o Tocantins, com 5 das 7 candidaturas (71,4%) de nascidos em outros estados. Fundado juntamente à Constituição Federal de 1988, o estado só possui Laurez Moreira (PSD) e Luiz Carlos (Democrata) como candidaturas nativas. A dispersão recai sobre estados vizinhos do centro-oeste e norte.
No recorte das regiões do Brasil, o Norte justamente acumula o maior percentual de forasteiros com 42,80%. Quanto ao gênero dos candidatos, apenas 19% das candidaturas são de mulheres.
Especialistas avaliam que tal migração de candidaturas entre as regiões denotam a busca de candidaturas em estados “mais fáceis”.
À CNN em fevereiro, o cientista político da FGV (Fundação Getúlio Vargas) Leonardo Paz Neves diz que são alguns componentes que fazem com que um determinado político escolha mudar de domicílio eleitoral.
