A inteligência artificial pode ganhar espaço na saúde suplementar, mas não deve substituir seres humanos em decisões que afetem diretamente os pacientes, como a autorização ou negativa de procedimentos. A avaliação é do diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Wadih Nemer Damous Filho, em entrevista à CNN Brasil durante o Arvo Summit, realizado em São Paulo.
Questionado se, no futuro, um brasileiro poderia ter um procedimento de saúde negado exclusivamente por uma ferramenta de inteligência artificial, sem participação humana na decisão, Damous rejeitou essa possibilidade.
“Quem tem que governar o processo é o ser humano. A inteligência artificial é um instrumento. Ela não pode ser o contrário”, afirmou.
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Para o presidente da ANS, permitir que a tecnologia assuma o comando desse tipo de decisão seria “inaceitável”. Ele comparou o risco a cenários que, até pouco tempo atrás, estavam restritos à ficção científica.
“Não podemos cair aqui naquela distopia do filme ‘2001: Uma Odisseia no Espaço’. […] O filme é uma ficção científica e hoje em dia não é mais. Hoje em dia pode se tornar uma realidade”, disse.
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A agência ainda estuda como a inteligência artificial deverá ser tratada pela regulação da saúde suplementar.
