Atendentes do Ligue 180 contam como é atender mulheres vítimas da violência
A Central de Atendimento às Mulheres (Ligue 180), em Brasília, recebe diariamente ligações de mulheres em situação de violência que buscam orientação, acolhimento ou apoio para denunciar agressões. Do outro lado da linha, o trabalho das atendentes contraria o ditado popular "em briga de marido e mulher não se mete a colher" para acolher e orientar mulheres vítimas de violência. (Veja abaixo como pedir ajuda).
O g1 foi até a central para mostrar a rotina de atendentes que estão do outro lado da linha e ajudam mulheres que procuram o serviço em busca de informação, orientação ou para denunciar uma situação de violência.
“Alguns relatos tocam a gente. Não tem como não tocar. Aqui a gente lida com todo tipo de denúncia. Às vezes ela [a vítima] busca uma informação, ou só quer desabafar, ou quer contar o que está acontecendo”, contou uma atendente que não quis ter a identidade revelada.
🔎 O Ligue 180, gerenciado pelo Ministério das Mulheres, é um serviço de utilidade pública que acolhe mulheres e orienta sobre direitos, serviços e políticas públicas. Nos sete primeiros meses deste ano, a central registrou mais de um milhão de atendimentos nos primeiros sete meses deste ano.
Agora no g1
Outra colaboradora resumiu o sentimento de ajudar as mulheres como “satisfação e dever cumprido”.
“A partir do momento que ela faz a primeira ligação aqui, a gente já sente que ela tá criando coragem de denunciar.
Relatos de violência, acolhimento e orientação marcam rotina das atendentes do Ligue 180
