No dia 30 de agosto de 1962, no Monumental de Núñez, em Buenos Aires, o Santos venceu o Peñarol por 3 a 0 e se tornou o primeiro clube brasileiro campeão da Copa Libertadores da América.
Não foi só um título. Foi o momento em que o futebol brasileiro de clubes atravessou a fronteira e passou a ser medido no continente, e, meses depois, no mundo.
A época era outra. O Brasil acabara de conquistar o bicampeonato mundial no Chile, com vários santistas na Seleção. A Libertadores ainda se chamava Copa dos Campeões da América e estava só na terceira edição.
O Peñarol, bicampeão (1960 e 1961), era o dono da competição.
O Santos chegou como campeão brasileiro de 1961, com o time que a história batizou de Os Santásticos: Gilmar, Lima, Mauro Ramos, Calvet, Dalmo, Zito, Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.
A campanha foi ofensiva e quase sem sustos até a final. Na fase de grupos, 9 a 1 no Cerro Porteño. Na semifinal, a Universidad Católica. Na decisão, o destino colocou o Peixe contra o único campeão que a Libertadores conhecia.A série foi longa.
Em 28 de julho, no Centenário de Montevidéu, o Santos virou 2 a 1 com dois gols de Coutinho. Pelé não jogou: ainda se recuperava da lesão sofrida no Mundial.
Em 2 de agosto, na Vila Belmiro, veio a “Noite das Garrafadas”. O Peñarol vencia por 3 a 2 quando o jogo explodiu. Garrafas, invasão, o árbitro chileno Carlos Robles interrompeu a partida por volta dos 51 minutos.
