O MAC chegou a flertar com a classificação para a segunda fase da Série C quando abriu o placar no Orlando Scarpelli, na tarde deste sábado (29), com Rosivan. O gol logo no início fez o time saltar da nona para a quarta colocação. Mas a equipe não sustentou o resultado e acabou derrotada pelo Figueirense, que também ficou fora da próxima fase.
Mas por que eu digo que a 12ª colocação do MAC é motivo de comemorar?
Primeiro, pela lealdade. Ser leal é honrar compromissos. E lá atrás, quando o clube subiu da Série D para a Terceira Divisão, o presidente Carlos Eduardo Dias foi claro: “vamos jogar para garantir nossa manutenção na competição”.
Para quem acompanha o futebol maranhense, isso pode parecer óbvio: estrear na Série C sem o apoio que deveria vir do poder público, da iniciativa privada e até mesmo da torcida, significa jogar para não cair. Mas é preciso repetir, bem s-o-l-e-t-r-a-d-o, porque sempre há aqueles que pedem cortesias nos jogos e ficam esperando a chance de dizer: “ahhh, mas aqui não tem futebol mesmo”.
O MAC venceu também esse tipo de descrença.
Se a meta mínima era se manter na Série C e o time conseguiu, esse já é um primeiro motivo de celebração. Acordo feito, trato cumprido.
Além disso, mesmo sem o apoio necessário, o MAC ficou à frente de SAFs endinheiradas, foi competitivo no Castelão e fora de casa, e levou o futebol profissional do Maranhão até o limite do calendário nacional (sim, ainda estamos em agosto e já acabou).
