Quando se fala em cigarro, a maioria das pessoas pensa imediatamente em câncer de pulmão, enfisema ou infarto. Poucos imaginam que o tabagismo também pode comprometer gravemente a circulação das pernas e, em casos avançados, levar até mesmo à amputação de um membro.
Essa é a realidade da doença arterial periférica, uma condição que costuma evoluir lentamente, muitas vezes sem provocar sintomas nas fases iniciais. Quando aparecem os primeiros sinais, o estreitamento das artérias já pode estar comprometendo significativamente o fluxo de sangue para os membros inferiores.
No Dia Nacional de Combate ao Fumo, vale lembrar que proteger os pulmões é apenas uma das razões para abandonar o cigarro. As artérias também agradecem.
Cada cigarro libera milhares de substâncias químicas capazes de lesar a parede interna dos vasos sanguíneos.
Com o passar dos anos, esse processo favorece a formação de placas de gordura nas artérias, fenômeno conhecido como aterosclerose. Ao mesmo tempo, a nicotina provoca contração dos vasos e reduz a oferta de oxigênio aos tecidos.
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O resultado é uma circulação progressivamente mais comprometida, especialmente nas pernas, onde o sangue precisa percorrer longas distâncias para irrigar músculos, pele e pés.
