Os Estados Unidos precisam do petróleo venezuelano, provavelmente mais do que em qualquer momento desde a crise do petróleo dos anos 1970.
Mas o presidente Donald Trump teve dificuldades para convencer as empresas petrolíferas americanas a fazerem investimentos significativos nas operações de petróleo da Venezuela após os EUA capturarem Nicolás Maduro em janeiro e o prenderem por acusações de conspiração.
Intimidar publicamente os executivos do setor não funcionou. Tampouco funcionaram vários acordos com a substituta de Maduro, Delcy Rodríguez, para reformar a indústria petrolífera do país que ela própria já havia liderado.
Remover o líder da Venezuela em uma complexa operação militar acabou sendo a parte mais fácil.
Mas o surpreendente anúncio de sexta-feira, de que os Estados Unidos firmaram um acordo para assumir a propriedade majoritária em uma joint venture de petróleo com uma empresa de energia venezuelana, pode ser um divisor de águas.
No longo prazo, pode representar uma vitória tanto para a indústria petrolífera americana quanto para a economia venezuelana.
O acordo pode finalmente oferecer às empresas americanas céticas a garantia que buscavam para investir com segurança na Venezuela.
Por que os EUA precisam disso?
A Venezuela é crucial para a segurança energética dos Estados Unidos.
