O PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2027, que precisa ser encaminhado pelo governo ao Congresso até 2ª feira (31.ago), incluirá um aporte de R$ 6 bilhões da União nos Correios. A empresa passa por um processo de reestruturação após anos consecutivos de prejuízos bilionários.
O montante está previsto no contrato de empréstimo firmado entre a estatal e um consórcio de 5 bancos, assinado sob garantia do Tesouro Nacional. A decisão do governo de incluir o valor no PLOA foi confirmada pelo ministro Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento) em entrevista à Folha de S.Paulo.
A inclusão da cláusula com o aporte foi um pedido feito por Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander durante as negociações do empréstimo de R$ 12 bilhões para a estatal, firmado em dezembro de 2025.
Apesar de ter participado do empréstimo por meio do Ministério da Fazenda, o governo ainda não aportou recursos próprios nos Correios. A participação da União até o momento se restringe à garantia do empréstimo via Tesouro, ou seja, terá que pagar a dívida aos bancos caso a estatal não o faça.
Segundo o contrato, o aporte de R$ 6 bilhões precisa ser feito até o final de 2027, mas o momento e a distribuição do montante ficam a critério da União.
