Aos seis anos, Marcos Pavan começou a cantar no pequeno coro da escola. “Nunca mais parei”, contou a Oeste. A experiência revelou uma facilidade para a música que continuou sendo cultivada nos anos seguintes, com estudos de piano, matérias teóricas e canto.
No Colégio São Bento, em São Paulo, Pavan conheceu o canto gregoriano. O contato despertou um interesse que o levou a buscar formação mais aprofundada nesse repertório, estudando técnica vocal e canto lírico. Chegou ao Theatro Municipal da capital paulista, onde integrou o coro lírico e se apresentou como solista.
A formação musical dividiu espaço com o Direito e com a vocação religiosa. Pavan concluiu o bacharelado e foi ordenado sacerdote. Em 1991, mudou-se para Roma para estudar Direito Canônico, onde continuou a formação musical, com ênfase no canto gregoriano.
Esses caminhos acabaram se encontrando no Vaticano. Quando a Capela Musical Pontifícia Sistina procurou um assistente para seu diretor, a experiência acumulada por Pavan em canto coral, técnica vocal e música litúrgica lhe abriu as portas da instituição. Em 1998, ele começou a trabalhar no coro responsável pela música das celebrações papais.
Seu primeiro trabalho foi treinar os pueri cantores, meninos de nove a treze anos. Pavan já havia ensinado canto e dirigido corais, mas nunca tinha trabalhado com garotos tão jovens, ainda no começo da formação musical.
