A cantora Zélia Duncan, 61, falou sobre o fim da amizade que tinha com Rita Lee (1947-2023) e a relação que o silêncio da atriz teve com a entrada dela na banda Os Mutantes, que se reuniu novamente em 2006.
“Essa é uma tristeza que eu vou levar para sempre. Só tenho amor para Rita e aquele momento foi duro para mim. Não sei exatamente o que houve. Eu liguei antes falando: “Vou participar dos Mutantes’ e ela falou: ‘Vai, que você vai se divertir com os manos'”, relatou em entrevista ao “Conversa vai, conversa vem”.
ELa explicou que a amiga não quis mais conversar após o anúncio de que estaria no Os Mutantes, mesmo Zélia dizendo que quem deveria retornar era a fundadora do grupo ao lado de Arnaldo Baptista e Sérgio Dias.
“Tentei contato, claro, mas ela preferiu ficar na dela e ficou. Mas a Rita está dentro de mim, está na minha vontade de cantar, de viver, de gostar de ser mulher. […] Ela só deu coisas boas para a gente”, disse.
A cantora do hit “Catedral” explicou que, antes do acontecimento, as duas fizeram parceria em diversos momentos, como em gravações de DVD, e subiram ao palco juntas várias vezes.
“Nossa história é super bonitinha. O jeito que a Rita me chama no DVD em que canto com ela é a coisa mais bonitinha. Ela diz que eu sou uma espécie de INPS, extinto Instituto Nacional de Previdência Social do Brasil (que deu origem ao atual INSS), uma pessoa que você chama quando está mal. É duro perder”, contou.
