Os primeiros sinais do El Niño no Brasil já começaram a aparecer e devem se intensificar em breve. Caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico tropical, o fenômeno costuma trazer mais chuvas para o Sul do país e agravar a seca nas regiões Norte e Nordeste.
Mas há um cenário que se repete em todo o território brasileiro: o calor extremo. De acordo com o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Brasil deve passar por ao menos seis ondas de calor até o fim deste ano.
Impactos para a saúde e para a economia
Para a ciência, uma onda de calor ocorre quando as temperaturas máximas e mínimas ficam muito acima da média histórica para o período.
Mas não basta apenas um dia muito quente.
E sim, no mínimo, três dias consecutivos de temperaturas escaldantes.
Isso ocorre a partir da formação de áreas de alta pressão que ficam paradas sobre uma região por vários dias.
Esses sistemas funcionam como uma espécie de tampa, bloqueando as nuvens e a chegada de chuva, e impedindo que uma massa de ar seco e quente se desloque para outro local.
As ondas de calor podem causar problemas de saúde como desidratação, insolação e exaustão térmica.
Elas também provocam prejuízos ambientais e econômicos, incluindo secas prolongadas, aumento de incêndios florestais, queda na produção agrícola e alta demanda no consumo de energia elétrica.
