O Grupo Sefert, que atua em diferentes segmentos do agronegócio, entrou em recuperação judicial para renegociar uma dívida estimada em R$ 240 milhões. O pedido foi deferido pela Justiça de São Paulo em meio a uma crise financeira provocada pelo aumento do endividamento e por perdas nas atividades agrícolas.
Entre os principais credores do grupo estão Banco do Brasil, Santander, Itaú e Sicoob Paulista. A recuperação judicial busca reorganizar os débitos e preservar a continuidade das operações.
O grupo, fundado em 2008, em Santa Cruz do Rio Pardo, no interior de São Paulo, começou as atividades com uma revenda de sementes e fertilizantes e posteriormente ampliou sua atuação para outras áreas do agronegócio, incluindo defensivos agrícolas, nutrição animal, transportes e irrigação.
De acordo com informações apresentadas no processo, parte do endividamento está relacionada ao movimento de expansão da companhia. O grupo tomou recursos para financiar a aquisição de áreas rurais, novos arrendamentos, compra de gado e terras, aumentando a necessidade de capital.
A estratégia de crescimento, no entanto, ocorreu em um período de forte impacto sobre a produção agrícola. Em 2023, uma quebra de safra provocou uma queda de aproximadamente 57% na produtividade da soja, segundo informações apresentadas pela empresa.
A redução da produção afetou a geração de caixa das operações rurais justamente quando o grupo tinha um nível maior de compromissos financeiros.
